Esperança morta – ou também conhecida popularmente por falsa esperança ou esperança falsa – é, irônica mas realisticamente, aquela que nunca morre.
Esperar por algo que sabe que nunca virá e que, por mais que tente, não consegue conceber de outro jeito.
Pensar que tudo vai ficar bem quando o chefe chegar, mesmo sabendo que o tal chefe é só o big-bad-boss que quer ver sua cabeça enfeitando a entrada do salão de festas dele.
Achar que o sol irá aparecer e que a chuva irá embora num piscar de olhos, embora saiba que toda aquela montanha de papel empapado e escura era, num dia distante, o que chamava de “minha biblioteca”.
Acreditar que o líquido amarelado que você tomou é nada mais que um chá cuja formulação foi modificada para ter um sabor mais agradável que absinto, mesmo sentindo as pontadas em seu peito, as tonturas e o formigamento causados pela interrupção da entrada do ar.
Ter certeza de que o olhar de alguém sobre você pode significar algo mais, quando o seu coração assimila perfeitamente a mensagem de adeus.